Imagine Hot Niall



Eu deixei minha cabeça pender sobre os livros que estavam em cima de minha carteira e fechei os olhos com um suspiro. Escola era um saco. Pra quê estudar? Quando chegasse a noite eu já esqueceria tudo que aprendera o dia inteiro. Os professores sempre usam a desculpa de “Que vai cair no vestibular” e sim, algumas coisas realmente caem, mas eu não preciso passar um semestre aprendendo… Logaritmo, por exemplo! Nunca vou usar isso! A imagem de alguém aparecendo na padaria e pedindo: “Oi, poderia me ver um log61 de pão francês, por favor?” era meio que impossível. Eu levantei a cabeça e encarei minha professora de português. Eu estava tendo uma dor de cabeça das boas dentro da sala de aula. Sentia meus neurônios explodindo dentro da cabeça e provavelmente a sala inteira se sentia da mesma maneira, por que aos poucos, alguns alunos foram soltando desculpas para saírem da sala, como por exemplo: “Estou passando mal”, “Professor, posso atender meu celular?” ou “Vou vomitar!”.

Vi todos meus amigos saírem da sala, inclusive o garoto que eu gostava, um irlandês, novo na escola. Eu estava tão desesperada pra sair da sala também que antes que a culpa me atingisse, me pus de pé e andei até a professora.
– Professora? – chamei – Estou passando mal, posso ir ao banheiro?
– Claro – ela disse sem nem sequer olhar pra mim.
Enquanto eu me virava de costas e andava com passos ligeiros e leves até a porta, rolei os olhos. Como minha professora podia ser tão burra? Ou melhor, como ela era professora? Eu desci as escadas até o banheiro da escola e como eu havia imaginado encontrei vários alunos, não somente da minha classe, vegetando no pátio, apenas ali, sem fazer nada, e sem ter que escutar a professora. Eu dei um leve sorriso e entrei no banheiro. Não, eu não estava passando mal de verdade, mas é que eu queria arrumar o cabelo, e no banheiro havia um espelho. Eu entrei no banheiro e logo parei em frente ao espelho, e então, comecei a jogar os cabelos pra cada lado, vendo de qual jeito ficava melhor. Eu estava sozinha e provavelmente ficaria assim, mas então ouvi alguém fechando a porta do banheiro. Não a porta dos boxes, a porta mesmo. Eu não cheguei a virar para ver quem era, mas vi que a pessoa parou e encostou-se à parede do corredor. Finalmente virei pra ver quem era e eu levei um susto. O garoto loiro, com olhos carinhosos e meigos que sorriam pra mim mesmo que a boca estivesse imóvel estava parado ali. Os olhos azuis brilhavam ao me observar e ele usava roupas simples (Regata, boné…). O garoto do qual eu estava apaixonada há um bom tempo e que era da minha sala finalmente deu um leve sorriso pra mim.
– Oi – ele cumprimentou.
– Oi – respondi e então apontei com a mão para a porta que ele havia trancado – O que você está fazendo no banheiro das meninas?
Ele deu de ombros e fechou os olhos antes de abri-los novamente e andar até mim. Ele veio devagar, um passo de cada vez, aproveitando ver a surpresa e o medo em meus olhos. Ele parou há uma distância muito curta de mim. Uma distância da qual eu poderia notar que o seu perfume Armani era delicioso, e podia também notar o movimento de seu peito descendo e subindo numa respiração rotineira.
– N-Niall? – chamei, mas ele não me respondeu.
– O que você está fazendo?
– Shh… – ele sussurrou subindo o dedo indicador até a minha boca, e o repousando ali suavemente. Eu olhava para seus olhos, mas estes não respondiam. Ele encarava minha boca, de um modo meio tentador e meio excitante. Eu obedeci, é claro. O garoto poderia me pedir para arrancar a roupa inteira ali e me agarra com ele que eu responderia como se fosse um instinto do qual eu não poderia dizer não.Ele desceu o dedo roçando levemente no meu lábio inferior e então o deixou descer pelo meu pescoço indo para meus ombros. O que ele estava fazendo?
– Sempre gostei de você, sabe Rafaela? – ele falou
– Você é meiga e é uma menina incrível. Eu preciso de você… eu quero você..
Eu percebi que a minha respiração começou a aumentar de velocidade e logo eu também não encarava mais seus olhos, assim como eu observava seu peito e como sua respiração mudara também. Eu movi meus olhos para sua boca a tempo de ver ele molhá-los com a língua e então morder devagar. Eu meio que dei um suspiro e ele continuou.

Ele enlaçou o dedo na alcinha fina da minha blusa e a baixou e então, levou sua cabeça ao meu ombro/pescoço, aonde começou a depositar beijos. Eu reagi por impulso e levei minhas mãos pro seu cabelo e comecei a fazer carinho na nuca, e eu sentia sua pele embaixo dos meus dedos se arrepiarem.
Ele deu um chupão no meu pescoço e naquele momento nem me importei com o fato de que aquilo poderia ficar roxo, eu simplesmente o segurei e o trouxe ainda mais pra perto, de modo que o fiz colar seu corpo ao meu. Ele gemeu e então subiu os beijos dos meus ombros pela minha clavícula, então pescoço e roçou seus lábios levemente em minha bochecha antes de chegar aos meus.
Nunca imaginei que eu iria beijar Niall Horan no banheiro da escola, mas eu não poderia desejar por um beijo melhor. Ele era delicado, mas atacava com uma vontade de alguém que transmitia a mensagem: “Eu sou seu. E você é minha. Isso agora, hoje e sempre”.
Ele mordeu meu lábio inferior e o puxou pra ele, o soltando depois e então sorrindo.
Ele deixou suas mãos subirem até a minha cintura e ele me apertou sobre seus dedos, e então, quando foi deixar sua mão subir um pouco mais, ele ‘escapou’ por debaixo da blusa. Por onde sua pele tocava a minha, eu me sentia tremer. Ele subiu as mãos até alcançar meus seios, aonde às manteve. A única coisa ruim era que agora minha blusa estava praticamente fora de mim, né? Espera… isso era ruim?
Eu levantei os braços e arranquei pela cabeça então, quando os abaixei de novo, abracei o pescoço dele e me icei pra cima, para que encaixasse melhor em seu beijo.
Ele gostou disso, e então tirou suas mãos de mim e se afastou levemente, só para tirar a sua blusa. Eu provavelmente ficaria com vergonha de estar só de sutiã na frente de um garoto qualquer. Mas ele não era um garoto qualquer. Ele era o Niall. Assim que sua blusa se encontrava no chão como a minha, ele voltou a colar seu corpo no meu. A sua pele quente dava uma sensação incrível contra a minha. Eu passei meus dedos pelos cabelos de Niall e ele gemeu logo antes de me pressionar bem forte contra ele e então andar pra frente, me levando de costas até encostar com as costas na parede fria. Mordi o lábio com a diferença de temperatura entre o que estava atrás de mim e o que estava na minha frente.
Niall começou a descer os beijos para meu queixo, então meu pescoço até chegar perto dos meus seios, aonde levou novamente a mão para eles e desceu ainda mais os beijos, passando entre eles e descendo pra minha barriga, até o meu ventre. Eu senti meu corpo arrepiar, e não era por causa da parede gelada. Ele desceu as mãos as deixando passear por mim antes de chegar à beira da minha calça.
– Niall… – falei.
Ele fingiu não me ouvir e desabotoou os botões e começou a abaixar minha calça, revezando entre dar beijos na minha perna, ou mordê-la. Eu deixei minha mão em seu cabelo e então ele começou a brincar de ameaçar a abaixar a minha calcinha.
– Niall… – falei de novo. Da primeira vez, falei como um aviso, querendo preveni-lo do que ele estava prestes a fazer. Agora, fora mais para um apelo. Um apelo pra que ele continuasse. Felizmente, ele entendeu, e com um sorriso começou a abaixar a minha calcinha, e logo, eu só estava de sutiã (Como eu não sabia, estava a minutos de arrancá-lo eu mesma e jogá-lo longe, mas achei que Niall iria gostar de ter esse prazer de tirá-lo, então deixei quieto).
Ele levou uma mão para a minha perna e a puxou de lado, me fazendo meio que de certa forma deixar a perna aberta. Eu franzi as sobrancelhas e olhei pra baixo, imaginando o que ele faria a seguir, mas eu fui pega de surpresa quando ele levou a boca pra minha intimidade. Eu ofeguei em surpresa. A sensação era tão boa que eu incontrolavelmente joguei a cabeça pra trás e deixei que ele fizesse o que ele quisesse. Ele me provocou durante alguns minutos, e quando eu comecei a me mexer, e ele percebeu que estava bom o bastante pra me fazer chegar lá antes da hora, ele parou e subiu a boca roçando pela minha pele até encontrar a minha boca novamente. Antes que eu percebesse, eu estava levando as minhas mãos para a barra da sua calça, que eu agradeci por ser larga, ou seja, não deu dificuldade pra empurrá-la pra baixo e fazê-la cair sem esforço algum. Niall olhou pra baixo e depois rindo olhou pra mim.
– Você tem prática.
– E você mente – comentei pensando sobre o quanto eu estava tremendo. Ele riu e rolou os olhos antes de voltar a me beijar, e então, meio desastradamente com os pés, ele arrancou a calça dos tornozelos e a jogou longe. Eu ri de sua atitude súbita e ele voltou pra me beijar sorrindo. Eu levei as mãos pros seus ombros enquanto ele ia com as dele lentamente para as minhas costas e desabotoava o meu sutiã. Quando eu resolvi descer as mãos até sua cintura, cheguei ao cox, e não encontrei nada. Uma parte de mim gelou. Ele estava sem nada. Porra, Niall Horan estava me encoxando na parede sem usar uma peça de roupa sequer!
Eu tremi levemente e então Niall me abraçou pela cintura e me sentou em cima da pia, que era meio que em forma retangular. Ignorei o fato de o azulejo ser gelado, e simplesmente tentava entender o que ele faria a seguir e como faria. Ele passou as mãos pelas minhas pernas até que resolveu enlaçá-las em sua cintura e então, com as mãos no meu quadril, ele me moveu devagar, fazendo com que eu me encostasse nele e logo ele estava dentro de mim. Eu praguejei em voz alta e então apoiei a cabeça em seu ombro. Ele esperou por um instante, para ver se eu estava bem, mas demorou demais. Ele queria saber se eu estava machucada ou algo do tipo, e realmente estava. Aquilo doía. Mas ao mesmo tempo em que doía, era bom pra caramba e eu queria mais. Eu mesma movi meus quadris contra ele, meio que rebolando. Ele gemeu baixinho e voltou a me abraçar, então, como ele tinha entendido o recado, voltou a fazer sozinho.
Ao passar do tempo, a dor sumiu e conforme isso ia acontecendo aos poucos, ele segurava minha mão, e ia fazendo um tour pelo seu próprio corpo, com a minha mão embaixo, me fazendo experimentar cada pequeno pedaço que eu só havia tocado em meus sonhos. Ele passou minha mão por seu quadril, seu abdome, seu peito e até mesmo seu rosto. Eu resolvi fazer a mesma coisa, e com essa mesma mão, eu trouxe a dele para o meu corpo, aonde levei para minha cintura, e então a subi para os meus seios. Eu o deixei brincar comigo da mesma maneira que ele estava me deixando brincar com ele.
Ele desceu sua boca para meus seios e passou a língua devagar. Eu já tinha ouvido falar disso, mas nunca imaginara que fosse assim. A sensação era indescritível e eu queria mais. Eu o puxei pelo cabelo pra mais perto.
– Mais… – pedi.
Eu o senti sorrir contra minha pele, e então ele aumentou a velocidade. Suas mãos tremiam agora enquanto passeavam pelo meu corpo, mas não era de medo, ou qualquer outra coisa do gênero. Suas mãos tremiam pela mais pura adrenalina e pela sensação. Ele tremia da mesma maneira que eu podia sentir minhas pernas tendo leves contrações de vez em quando.
Finalmente, quando eu pude sentir que estava quase lá, eu inclinei a cabeça pra trás e Niall levou sua boca ao meu pescoço, me depositando beijos enquanto eu me contorcia em seus braços como se eu pudesse derreter. Talvez pudesse. Sentia como se pudesse. Ele olhou pra mim e eu notei que sua respiração, assim como a minha, estava fora de controle e que seu cabelo estava colado por causa do suor. Eu sorri pra ele e ele saiu de mim com um sorriso mas então, ele puxou meu rosto em suas mãos de uma maneira delicada e me deu um beijo na boca. Diferentemente dos seus outros beijos, esse fora apaixonante. Esse fora o beijo com o qual eu sonhara, mas me deixe admitir, a transa fora mais do que eu esperara, melhor do que eu imaginara e tudo que eu secretamente desejava.
Ele correu e pegou as peças de roupas pelo banheiro e então me entregou.
– Não queremos que nenhum inspetor nos pegue aqui, né?
– Quanto tempo passou? – perguntei a ele, e então ele perdeu o sorriso e deixou o olhar vago enquanto contava baixinho, só mexendo os lábios.
– Droga – ele percebeu. É, imaginei que havia se passado um bom tempo. Dei de ombros e dei a mão a ele.
– Quer matar o restante das aulas?
Ele olhou curioso pra mim.
– Isso depende – ele perguntou – como iremos matar essas aulas?
Eu sorri maliciosamente.
– Minha mãe está trabalhando e meu quarto tem uma cama de casal.
– Quanto tempo sua mãe demora?
– Ela chega a noite.
– Consegue pular o muro da escola?
– Vou conseguir.
– Quer fazer sexo comigo de novo?
– Só se você for mais romântico – brinquei.
– Quer fazer sexo comigo de novo ouvindo Ed Sheeran a luz de velas?
– Agora você está falando a minha língua, Horan.
– Vou te mostrar outra função para sua língua…
E com isso, ele me puxou pra fora do banheiro, em direção ao muro da escola, em direção a minha casa.

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