Imagine Harry


- Harry, preciso de você! - você dizia chorando ao telefone. - Por favor, me liga assim que ouvir essa mensagem. - você estava desesperada. Precisava dele mais do que nunca. Você chegou em casa e foi correndo para o seu quarto. Nem viu o bilhete na geladeira da sua mãe. Se jogou na cama e pôs-se a chorar. Chorou tanto que acabou adormecendo. Acordou com a campainha tocando, insistentemente. Levantou chamou por sua mãe, mas ela não respondeu. Então, correu para atender a porta, ainda de olhos inchados e cabelos bagunçados.
- Harry! - se jogou nele em um abraço. Tinha acabado de lembrar do porque de tanto choro e porque o queria tanto ali, e voltou a chorar. - Foi horrível! Você tinha razão! Ele não vale nada, é um canalha! Estou me sentindo a pior pessoa do mundo e...
- Hey, calma princesa! - ele te interrompeu - O que aconteceu? Vem, entra. É melhor conversarmos aqui dentro. - e te puxou, ainda te abraçando, para dentro de casa. Te colocou no sofá, ele ia sentar ao seu lado, mas pensou melhor - Vou pegar um copo de água para você. Me espera aí! - e saiu em direção a cozinha. Voltou logo depois com um copo cheio de água e te entregou. Você bebeu um gole, não sabia se isso ia realmente funcionar. - Agora se acalma e me fala: por que você tá chorando?

- Você tinha razão. O John não vale nada. Um canalha! Eu estava saindo da loja para almoçar e adivinha quem eu encontro do outro lado da rua? Ele! Mas ele não estava sozinho. Ele tava com aquela tal de Rachel. - as lágrimas voltaram. - Ele estava me traindo. E duvido que isso seja de hoje. Provavelmente isso acontece a muito tempo. Eu sou uma idiota mesmo! Acreditando que ele gostava mesmo de mim. - você parou por um segundo, para ver a reação dele. Ele parecia chocado, tanto quanto você. - Saí correndo de lá! Duvido que ele tenha me visto, tava muito ocupado com a boca naquela zinha! - parou de novo. Ele não falou nada. Isso era estranho. Normalmente ele tentava te acalmar e depois dizia “eu te avisei!”. Daria tudo para o ouvir dizer isso. Estava agoniada dele não falar nada. - Você não vai falar nada?
- An? Que? Ah... vou! To pensando no que seria melhor. A verdade é que eu não sei. Eu sempre soube que ele não era o cara certo para você, e como sempre você não me escutou. Mas nunca achei que ele seria tão baixo. - Ele estava ficando vermelho, os punhos fechando. Ele estava com raiva? - Não acredito que ele fez isso com você! - ele começou a se alterar, o tom de voz aumentando. - Isso não se faz! Com garota nenhuma! - ele tava prestes a socar o ar.
- Harry, calma! - você segurou a mão dele. - Fica calmo! Não quero que faça nada por impulso.
- O que eu vou fazer não é um impulso! - ele se soltou e saiu da sua casa. Você foi atrás dele.
- Harry espera! Onde você vai?
- Vou fazer uma coisa que já devia ter feito a muito tempo. - ele entrou no carro seguido por você.
- Harry, calma! Ou você vai acabar fazendo uma besteira. - ele não te ouvia. Estava ocupado de mais xingando ele mentalmente. Ele arrancou com o carro. Vocês foram para onde John sempre ficava essa hora do dia. Sem fazer porra nenhuma na rua! Filhinho de papai, sabe? Quando chegaram, Harry parou o carro e saiu o mais rápido possível. John estava rodeado de “amigos” e Harry passou por eles ficando cara a cara com ele. Socou-o com toda a força, tanto que John caiu no chão. Mas se recuperou rápido e voltou em cheio no rosto de Harry. Ele cambaleou um pouco e partiu para cima de John. Era uma briga feia. - Harry para! Para! Pelo amor de Deus alguém separa essa briga? - você gritava para ver se alguém te ajudava. Quando os amiguinhos do John viram que ele estava perdendo quiseram se juntar e bater em Harry também. Você ficou desesperada. Ele não ia aguentar. Chamou o carinha da loja ali em frente para ajudar. Ele veio correndo e separou a briga. Você correu para ele, estirado no chão. - Harry, você ta bem?
- To! - ele falava com a voz fraca.
- Você ta sangrando! Ta todo machucado! Vem, levanta. - você tentou ajuda-lo a levantar. Ele negou.
- Já falei, eu to bem. Aguentaria muito mais!
- Não fala bobagem! - você agradeceu o carinha da loja e pegou a chave do carro. - Eu dirijo para casa.
- Você vai defender ele? Eu sou seu namorado! - Reclamou John.
- Acabou John! Eu te vi hoje mais cedo com aquela tal de Rachel. Eu sou idiota mais nem tanto! Acabou!
Você levou Harry para casa dele. Quando chegassem ia ter que fazer um curativo nele. Ele negou ajuda para sair do carro, de novo. Por que ele tinha que ser tão teimoso?
- É melhor você ir tomar um banho, para eu fazer os curativos. Onde sua mãe guarda os primeiros socorros?
- Em cima da geladeira. - e subiu para tomar banho. Você foi pegar a maleta e viu o bilhete da mãe dele. “Tive que resolver uns problemas da loja na cidade vizinha. Volto em dois dias.” Ele não ia sobreviver esses dias sozinho! Resolveu que ia passar a noite la hoje. E os outros dias, você pensava depois. Ligou para sua mãe para avisar e ela disse que não teria problema “Juízo, hem?” foi o que ela disse. Até parece que não conhece a filha que tem! Ficou assistindo televisão até ele descer.
- Até que enfim! Achei que tinha derretido lá dentro.
- Há, há! - disse irônico. Ele sentou ao seu lado e você começou a limpar os machucados.
- Você é doido? Tava querendo morrer? - ele deu um risinho fraco e logo depois uma careta de dor. - Sua mãe teve que ir à cidade vizinha resolver umas coisas da loja. E eu vou dormir aqui hoje. Não vou te deixar aqui sozinho. Vai que passa mal de tanta pancada que levou?
- Ah! Mas ele também apanhou!
- É! Apanhou! - vocês riram. Ele tinha apanhado bem mais. - Quer ficar quieto?! Assim eu não vou acabar nunca!
- Mas ta doendo!
- Ah! Tadinho dele - você disse zoando. Ele te deu língua. - Bobo! - terminou os curativos e começou a juntar as coisas para jogar no lixo. - Está doendo em mais algum lugar?
- Por que? O que você vai fazer?
- Vou pegar um gelo. E vou dar um beijinho para sarar.
- Então tem. - ele abriu um sorriso.
- Ah é? Onde? - você também sorria.
- Aqui. - ele apontou para a boca dele e foi chegando mais perto. Mais perto, e mais perto. Até que quase não existisse mais espaço entre vocês. Você estava nervosa e antes que seus lábios se encostassem você disse:
- Eu vou pegar o gelo para você. - Foi a única coisa que conseguiu falar. Levantou depressa e correu para a cozinha. Quando chegou lá encostou na bancada e levou a mão a boca. Sorriu. Ele ia te beijar. Ele queria te beijar. Ele tinha te defendido e agora queria te beijar. Não podia estar mais feliz! Tudo o que sempre quis era isso. E agora não era mais um sonho. Era real! Pegou o gelo e voltou a sala. Suas mãos tremiam. Não sabia que fazer ou o que falar. Sentou no mesmo lugar de antes. - Toma. - entregou o gelo. Ele não pegou.
- Poe você em mim. Você é a enfermeira hoje. - você riu. E colocou onde estava a mão dele. Ele levou a mão até você tirando uma mecha de cabelo que insistia em cair. Ele te olhava atentamente. Observando cada detalhe. Como se nunca a tivesse visto. Daria tudo para saber no que ele pensava. Você também o encarava. Não acreditava no que estava acontecendo. - Você é linda, sabia? - Você sorriu e olhou para baixo. Ele levantou seu rosto. - Olha para mim. - você voltou a olhar, ele sorria que nem bobo. Você sorriu também. - Sabe, eu sonhava com esse dia desde que eu te conheci. Só não esperava que fosse doer tanto. - ele levou a mão ao maxilar.
- Tá doendo muito?
- Não. Não tá mais doendo. Você cuidou muito bem do seu paciente. – você sorriu, de novo. Era incrível como ele conseguia te deixar assim. – Sabe, desde o momento em que eu te vi eu soube que você era diferente. Era única. Eu sempre quis te dizer tudo isso. Dizer que você é incrível, linda, especial. Mas eu nunca tive coragem. Sempre fui um fraco.
- Hey, não fala isso. – você o interrompeu. – Você é maravilhoso. E se você for fraco eu também sou. Nunca tive coragem para te dizer o quanto eu te amava e o quanto eu precisava de você. Mas agora eu tenho.
 - Eu te amo! – Ele disse junto com você. Vocês riram e logo depois estavam mergulhados em um beijo profundo. Você deixou o gelo cair e começou a passar a mão no rosto dele, nos cabelos, de vez em quando descendo a mão até seu peitoral perfeitamente esculpido. Você o amava e agora sabia que ele também. O resto da sua vida foi perfeita. Ao lado dele.

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