Summer Love - Capítulo V



Raios de sol inundam o quarto. Castiguei-me mentalmente, por não ter me lembrado de fechar as persianas do quarto à noite. Abri uma pequena brecha de meu olho esquerdo, vi que já eram 08h. Bufei. A que horas eu fui dormir? Não estou totalmente descansada, ou pronta para mais um dia de estudos. Levantei-me da cama, levando comigo os lençóis. Fui até o banheiro despindo-me, não vou poder entra mais mesmo. Não preciso me apreçar.
— Olá Kate. — Joe apareceu de surpresa, dando-me um susto. Sorri gentilmente para o garoto alto de olhos incrivelmente azuis e com um corpo atlético, à minha frente.
— Olá Joe.
— O que faz fora da sala? — Perguntou-me sentando-se ao meu lado, na escada.
— Me atrasei, e o que você faz fora da sala? — Arqueei uma sobrancelha.
— O mesmo que você. — Sorriu revelando seus dentes perfeitamente brancos e certos. Qualquer garota cairia aos pés de Joe, um dos garotos mais bonitos que eu conheço.
— Hm... Estou indo até a lanchonete, me acompanharia? — Perguntei, não estava quero sair sozinha. Joe pode ser uma ótima companhia quando preciso.
— Adoraria, sweet Kate. — Sorriu de modo doce e brincalhão.
Caminhamos até a lanchonete que virou uma das minhas favoritas, desde que voltei do Caribe. Venho aqui quase sempre. A comida da Universidade não me agrada muito, então opto por um Cappuccino e muffins, quase sempre. 
— Perdida em pensamentos? — Acordou-me de meus devaneios. — O que quer?
— Hm... — Murmurei pensativa enquanto olhava o cardápio, queria algo diferente para hoje. — O que você aconselha? Não quero fazer o mesmo pedido. — Ri e ele assentiu. Deu uma olhada rápida no cardápio e então olhou para a atendente parada ao seu lado.
— Queremos torta de chocolate com milk-shake. — Hm... Adoro tortas. A atendente foi embora após anotar o nosso pedido, e Joe ficou me encarando.
— O que foi? — Perguntei tentando me mostrar brava, o que é impossível quando temos Joe por perto.
— Você não fez reclamação alguma do meu pedido. As garotas geralmente diriam que estão de dieta e que não podem comer tantos carboidratos. 
— Não tenho neuras por peso ideal. — Sorri. Eu realmente não me importo quantos quilos vou engordar, e eu não deveria comer tantas coisas prejudiciais à minha saúde, mas são irresistíveis.
— Bom saber disso. — Ele sorriu.

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De: Catherine Tyler
Data: 23 de agosto de 2012 21h55min
Para: Harry Styles
Assunto: Sinto sua falta

Faz duas semanas que não nos falamos, algo está acontecendo?
Estou com saudades.

Kate.
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Mandei um e-mail para Harry. Estava preocupada com a falta de noticias. Há duas semanas e não havia nada sobre ele, nem nas revistas.

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De: Harry Styles
Data: 23 de agosto de 2012 22h00min
Para: Catherine Tyler
Assunto: Desculpa

Sinto muito por deixa-la preocupada.
Também sinto sua falta. São só assuntos da banda.

Harry Styles from One Direction.

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Talvez ele esteja querendo um tempo, eu realmente sou sufocante. Ele foi curto e um pouco grosso em sua resposta. Isso não foi o que eu esperava, me machucou um pouco, talvez seja isso. Resolvi mandar outro.

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De: Catherine Tyler
Data: 23 de agosto de 2012 22h30min
Para: Harry Styles
Assunto: Desculpa

Suas desculpas são aceitas. Percebi o tom cortante em seu e-mail anterior. Eu realmente não queria atrapalhá-lo em nada que esteja fazendo. Eu que peço desculpas agora. Até qualquer dia, Harry.

Kate.

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Com isso deixei meu MacBook de lado. Nunca pensei que meras palavras pudessem machucar. Talvez ele tivesse encontrado alguém. Isso é tão frustrante. Escutei o bip informando um novo e-mail. Tenho certeza que é ele. E eu não vou ler. Eu não posso. Mas eu quero muito. Dei-me por vencida e abri o e-mail.

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De: Harry Styles
Data: 23 de agosto de 2012 23h00min
Para: Catherine Tyler
Assunto: Não faça isso.

Catherine, você não sabe o que diz. Por favor, não tente me fazer culpado. Isso faz eu me sentir horrível. Não vou discutir sobre isso por e-mail. Amanhã estarei aí e só então conversamos melhor. Vá dormir, terá aula cedo.

Harry Styles from One Direction.

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Wow! Ele virá até a Escócia só para conversarmos? Isso é algo completamente novo para mim. Por que não podemos conversar por e-mail? Minha deusa interior está pulando de alegria, o verei novamente. Isso é muito bom.

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De: Catherine Tyler
Data: 23 de agosto de 2012 23h08min
Para: Harry Styles
Assunto: Sobre sua vinda.

Isso é totalmente desnecessário. Não precisa vir aqui para conversarmos, podemos muito bem fazê-lo por e-mail.
Diga-me o que deseja falar.

Kate.

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De: Harry Styles
Data: 23 de agosto de 2012 23h12min
Para: Catherine Tyler
Assunto: Não seja curiosa...

Pare de ser tão curiosa. Não falarei nada por e-mail, já está decidido. Eu irei.
Agora vá dormir, não quero que você fique cochilando na sala de aula.
Beijo.

Harry Styles from One Direction.

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Que droga! Ele não me dirá nem se eu insistir. Talvez seja melhor esperar até amanhã.

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De: Catherine Tyler
Data: 23 de agosto de 2012 23h18min
Para: Harry Styles
Assunto: Não sou curiosa.

Tudo bem. Tenha uma boa noite, Harry.
Esteja bem, estou ansiosa para amanhã.

Kate.
P.S.: Não sou curiosa.

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Uma resposta chegou rapidamente.

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De: Harry Styles
Data: 23 de agosto de 2012 23h25min
Para: Catherine Tyler
Assunto: Boa noite.

Tenha você também uma boa noite, Catherine.
Não vejo a hora de vê-la novamente, Sweet Kate.

P.S.: Sim, você é muito curiosa.

Harry Styles from One Direction.

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Com isso eu acho que fiquei mais tranquila. Desliguei o MacBook, guardei-o e peguei meu livro. Talvez hoje eu pudesse ler tranquilamente, já que Alice não se encontra no quarto. Provavelmente deve ter saído com algum garoto. Típico dela.

“Por que você não me avisou que havia perigo? Por que você não me avisou? As damas sabem contra o que devem se proteger porque há romances que contam sobre esses truques” – Tess of the D’Urbervilles.

É um bom romance. Gosto de Thomas Hardy. Estou na página 53, de Cinquenta Tons de Cinza. É um livro e tanto. O leio pela segunda vez. Senhor Grey compra a primeira edição de Tess of the D’Urbervilles, para Anastásia e junto vai uma citação, ou melhor, um aviso. Gosto da resposta dela, na página 215.

“Eu concordo com as condições, Anjo;
Por que você sabe bem qual seria minha punição – apenas
Apenas não a torne maior do que eu possa suportar”.

Olhei a hora no meu iPod, marcavam mais de duas da manhã. Eu precisava dormir, não posso faltar dois dias seguidos, isso é demais.

Acordei com meu despertador tocando Piece of me, da Britney Spears. Fui tomar banho e ao sair do banheiro fui até o armário, achar algo apropriado para a aula com nosso professor bonito, como diz Alice. Caminhava pelo campus, em meu ouvido tocava um doce e triste lamento de Bach. A transcrição é de Bach, mas originariamente é um concerto para oboé do Alessandro Marcello. É tão bonita, calma.
— Olá. — Disse ao chegar onde meus amigos estavam reunidos.
— Olá, Catherine. — Alice falou.
— Apenas Kate, Alice. — Ela insiste em me chamar de Catherine, isso soa como se ela estivesse me dando uma bronca ou algo do tipo.
— Olá, Kate. — Joe me cumprimentou, com um sorriso enorme.
— Olá, Kate. — Jason disse, e logo avistei Lívia.
— Olá, Kate. — Ela disse sorrindo também. Oh, vejo que todos estão de bom humor.
— Por que vocês estão tão felizes? — Arqueei uma sobrancelha. Normalmente eu sou a única a sorrir de manhã, antes de ir para a aula.
— É um dia belíssimo, não acha? — Alice falou e, fiquei com medo, ela é a mais mal humorada pela manhã.
— Tudo bem, se vocês dizem. — Ri nasalado. — Vou pegar minha comida. — Disse me levantando e indo para a cantina, peguei a comida e voltei para onde todos estavam. Eles cochichavam algo e quando me viram, começaram a rir. Não entendi nada, mas segui até lá.

A aula acabou e isso significa que estamos livres até segunda-feira. Acho que vou passar esse tempo lendo, talvez eu consiga acabar o livro daqui para lá.
— Quando me contaria que conheceu Harry Styles, CATHERINE? — Ela soou brava com um misto de decepção.
— Como você sabe? — Perguntei. Não me lembro de ter mencionado a ninguém esse fato.
— Ele está em nosso quarto. — Oh, isso explica o fato de ela estar um pouco pálida. — Ele veio lhe ver. Está aqui desde manhã. E eu consegui autógrafos. — Ela quase chorou na última parte. Se eu não soubesse o porquê de ele ter vindo e se não fosse ele que estivesse aqui, eu com certeza riria dessa situação.
Talvez ele estivesse aqui para vê-la, minha deusa interior tentava me acalmar. A quem está querendo enganar? É claro que ele vai lhe falar algo serio, do contrário não viria até outro país, acho que meu subconsciente tem razão. Temo pelo pior. Acho que está mais que na cara que eu gosto do Harry, talvez ele não tenha o mesmo sentimento por mim. Acho que ele vai dizer que nós não podemos nos ver novamente. Oh meu Deus! Eu não posso ficar tão longe dele.
— Oi. — Falei baixo ao entrar no quarto.
— Catherine. — Sorriu como sempre, ele não parece preocupado ou aflito com nada. Talvez ele só quisesse me ver mesmo. Aproximei-me dele, receosa, e lhe abracei. O abraço foi retribuído, o que me acalmou por um instante sequer. — Quer almoçar? — Perguntou quando nos separamos.
— Sim. — Dei um sorriso de lado. Peguei minha bolsa e o acompanhei até o corredor.
Com o Audi dele, chegamos rapidamente a um restaurante. Ele havia feito reserva, então ficamos confortáveis em uma mesa mais reservada. Meu estômago estava formigando, as famosas borboletas não me deixavam em paz. Eu preciso me acalmar.
— O que vai querer? — Perguntou-me, estou muito ansiosa. Droga! Eu preciso me controlar. Por que ele não diz o que precisa, acabaria com minha aflição.
— O que você quiser. — Respondi, ele somente assentiu.
— Então, você está bem? — Por que ele não vai direto ao assunto, é como Christian, não se deve fazer uma coisa dessas.
— Sim, e como andam as coisas com a banda? Pelo que me lembro, da última vez você disse que tinham problemas. — Tentei manter uma conversa em torno dele e não de mim.
— Estamos dando conta de tudo. — Deu um sorriso confortante, apesar de eu ver que ele não está bem.
— O que é tão importante, que precisava ser dito pessoalmente? — Perguntei, não consegui conter minha curiosidade, é impossível.
— Sempre ansiosa Catherine. — Sorriu divertido. — Saberá na hora certa. Oh meu Deus! Eu preciso saber.
— Que lugar é esse? — Perguntei ao chegarmos a uma pedra. Dava para ver toda a cidade daqui. É lindo, principalmente à noite, onde todas as luzes estão acesas.
— O topo. — Respondeu, ficando ao meu lado. Dei uma breve olhada nele e voltei a olhar a cidade a minha frente. — É linda, não?
— Muito. — Falei sorrindo.
— Vem, vamos para o carro. — Nós fomos até ao carro. Sentei-me e fiquei o encarando. Ele pigarreou. – Há outra pessoa além de você. — Sim, eu sabia, Alice havia mencionado algumas vezes tal de Taylor, que ela dizia ser uma loira oxigenada. Riria com minha lembrança, se não tivesse escutado isso.
— Eu sei. — Falei tentando esconder o nó que se formava em minha garganta.
Catherine, eu preciso saber se existe mais alguém em sua vida. — Ele parecia ansioso pela resposta, e aflito.
— Só existe você. — Sussurrei e então o abracei. Pude sentir quando ele soltou o ar aliviado. Algumas lágrimas caíram de meus olhos.
— Não chora, Sweet Kate. — Ele acariciou meus cabelos, até que eu fiquei mais calma. Encaramo-nos, eu sorri de leve e ele também. Deu-me um selinho.

— Tem ideia do muito que a desejo, Catherine? — sussurra-me. Minha respiração fica presa. Não posso tirar meus olhos dos seus. Ele chega para perto e suavemente passa os dedos do meu rosto para o meu queixo.
— Tem ideia do que eu vou fazer com você? — acrescenta, me acariciando o queixo.
Os músculos de minha parte mais profunda e escura se esticam com infinito prazer.
A dor é tão doce e tão aguda que quero fechar os olhos, mas os seus, que me olham ardentes, hipnotizam-me. Inclina-se e me beija. Seus lábios são exigentes, firmes e lentos ao se acoplarem aos meus. Ele começa a desabotoar a minha blusa me beijando ligeiramente a mandíbula, o queixo e as comissuras da boca. Tira-me a jaqueta muito devagar e a deixa cair no chão. Afasta-se um pouco e me observa. Por sorte, estou vestindo o meu sutiã azul céu, rendado, que fica estupendo em mim.
Graças aos céus.
— Oh, Catherine... — ele respira. — Você tem uma pele preciosa, branca e perfeita. Eu quero beijar você centímetro por centímetro.
Ruborizo-me. Oh, meu Deus...
Ele agarra meu rabo de cavalo, o desfaz e ofega quando a juba cai em cascata sobre os ombros.
— Eu gosto das morenas, — ele murmura e coloca as duas mãos entre meus cabelos, segurando em cada lado da minha cabeça. Seu beijo é exigente, sua língua e seus lábios, persuadindo os meus. Gemo e minha língua indecisa se encontra com a sua. Abraça-me e aproxima-me de seu corpo e me aperta muito forte. Uma mão segue em meu cabelo, a outra me percorre a coluna até a cintura e segue avançando, segue a curva de meu traseiro. Ela flexiona sobre a minha bunda e aperta gentilmente.
Ele me aperta contra os seus quadris, eu sinto sua ereção, que empurra languidamente contra meu corpo.
Volto a gemer sem separar os lábios de sua boca. Logo, não posso resistir às desenfreadas sensações, ou são hormônios, que me devastam o corpo. Desejo-o com loucura.
Agarro-o pelos braços e sinto seus bíceps. É surpreendentemente forte... Musculoso. Com um gesto indeciso, subo as mãos até seu rosto e seu cabelo. Santo Céus. É tão suave, rebelde. Acariciei com cuidado e Harry geme.
Ele conduz-me devagar para a cama, até que a sinto atrás dos joelhos. Acredito que vai empurrar-me, mas não o faz. Ele solta-me, e de repente, cai sobre os joelhos. Sujeita meus quadris com as duas mãos e desliza a língua por meu umbigo, avança até o quadril me mordiscando e depois me percorre a barriga em direção ao outro lado do quadril.
— Ah, — eu gemo.
Vendo-o de joelhos na minha frente, sentindo sua língua percorrendo meu corpo, é tão excitante e sexy. Apoio às mãos em seu cabelo e puxo gentilmente tentando acalmar minha respiração acelerada.
Ele olha para mim através dos, impossivelmente, cílios longos, com seus ardentes olhos verdes. Sobe as mãos, desabotoa-me o botão do jeans e baixa lentamente o zíper.
Sem desviar seus olhos dos meus, suas mãos se movem sob o cós da minha calça, movendo o meu traseiro e retirando. Suas mãos deslizam lentamente do meu traseiro para as minhas coxas, removendo o meu jeans. Não posso deixar de olhá-lo. Ele detém-se e, sem tirar os olhos de mim nem por um segundo, lambe os lábios. Inclina-se para frente e passa o nariz pelo vértice onde se unem minhas coxas. Sinto-o...
Lá.
— Cheira muito bem, — ele murmura e fecha os olhos, com uma expressão de puro prazer, e eu praticamente tenho uma convulsão. Ele estende um braço, tira o edredom, empurra-me brandamente e caio sobre a cama.
Ainda de joelhos, agarra-me um pé, desabotoa meu Converse e tira meu sapato e meias. Apoio-me nos cotovelos e me levanto para ver o que faz, ofegante... Morta de desejo. Agarra-me o pé pelo calcanhar e me percorre a panturrilha com a unha do polegar. É quase doloroso, mas sinto que o percurso se projeta sobre minha virilha. Gemo. Sem tirar os olhos de mim, volta a percorrer a panturrilha, desta vez com a língua, e depois com os dentes. Merda. Eu gemo... Como eu posso sentir isso, lá. Caio sobre a cama gemendo. Ouço sua risada afogada.
— Kate, não imagina o que eu poderia fazer contigo — ele sussurra para mim. Ele remove o outro sapato e a meia, depois se levanta e retira totalmente o meu jeans. Estou tombada em sua cama, em calcinhas e sutiã, ele me olha atentamente.
— É muito formosa, Catherine Tyler. Morro por estar dentro de ti.
Merda. Suas palavras. Ele é tão sedutor. Corta-me a respiração.

Acordo ofegante. Oh meu Deus! Eu acabo de ter um sonho erótico, com ele. Não acredito, eu tive um orgasmo com sonho. Olho a hora, meu celular marca três da manhã. Alice não está em sua cama, suponho que tenha ido para alguma festa. Levanto-me rapidamente e corro em direção ao banheiro. Encaro a menina pálida de olhos azuis à minha frente, ela me encara fixamente de volta. Eu acho que estou ficando louca, eu não posso ter sonhos eróticos, posso? Ainda mais sonhos baseados em Cinquenta Tons, talvez Christian e Harry estejam me deixando louca. Lavei meu rosto e despi-me. Vou tomar uma ducha, talvez isso resolva meu... Problema?
Será que se eu dormir, o sonho vai continuar? O problema é que eu não consigo esquecer isso. Acabei adormecendo.

— Não se mova — ele murmura, inclina-se, beija-me a parte interior de uma coxa e vai subindo, sem deixar de me beijar, até o encaixe das minhas calcinhas.
Oh... Não posso ficar quieta. Como não vou mover-me? Retorço-me debaixo dele.
— Vamos ter que trabalhar para que aprenda a ficar quieta, querida.
Ele segue me beijando a barriga e introduz a língua no umbigo. Seus lábios sobem para o norte, beijando através do meu tronco.
Minha pele arde. Estou ruborizada, muito quente, com frio, arranho o lençol sob meu corpo. Harry se deita ao meu lado e percorre com a mão do meu quadril até o meu peito, passando pela cintura. Observa-me com expressão impenetrável e me rodeia brandamente os seios com as mãos.
— Se encaixam perfeitamente em minha mão, Catherine. — ele murmura, coloca o dedo indicador pela taça de meu sutiã e abaixa muito devagar e deixando meu seio nu, empurrando para baixo a armação e o tecido. Seus dedos se moveram para o outro seio e repetiu o processo. Meus seios incharam e os mamilos se endureceram sob seu insistente olhar. O sutiã mantém meus seios elevados. — Muito bonitos — sussurra admirado, e os mamilos endurecem ainda mais.
Ele chupa gentilmente um mamilo, desliza uma mão ao outro seio e com o polegar rodeia muito devagar o outro mamilo, alongando-o. Gemo e sinto uma doce sensação descer até a minha virilha. Estou muito úmida. Oh, por favor, suplico internamente, agarrando com força o lençol. Seus lábios fecham ao redor de meu outro mamilo, quando o lambe, quase sinto uma convulsão.
— Vamos ver se conseguimos que você goze assim — ele sussurra-me, e segue com sua lenta e sensual incursão. Meus mamilos sentem seus hábeis dedos e seus lábios, que acendem minhas terminações nervosas até o ponto em que todo o meu corpo geme em uma doce agonia.
Ele não se detém.
— Oh... Por favor, — suplico-lhe, jogo a cabeça para trás, com a boca aberta e gemo, sinto minhas pernas endurecerem. Maldição, o que está acontecendo comigo?
 — Deixe vir, querida, — ele murmura. Aperta-me um mamilo com os dentes, com o polegar e o indicador aperta forte o outro, me deixo cair em suas mãos, meu corpo convulsiona e estala em mil pedaços. Ele beija-me, profundamente, colocando a língua na minha boca para absorver meus gritos.
Meu deus! Isso foi fantástico.

Acordo e novamente percebo que tive outro orgasmo. Oh meu Deus! Parece impossível, dois orgasmos em uma noite? Por causa de um sonho? Dessa vez já está de manhã. Levanto-me, coloco Toxic, Britney. Vou até o banheiro e tomo um banho, lavo meus cabelos, e saio enrolada no meu roupão. Vou até o armário e escolho uma calça jeans, com a blusa de Nirvana, cabelos negros soltos, Converse branco e no rosto somente lápis de olho, e gloss de menta. Hoje quero dar uma de roqueira. Vou passear um pouco, nas ruas da Escócia. Preciso sair um pouco de Saint Andrews.
Em meu ouvido Amy Studt está cantando uma canção sobre gente inadaptada. Eu gosto dessa loja. Entrei em uma loja de sapatos, o que eu preciso é me distrair com compras. Comprei vários pares de sapatos, poucos com saltos. Eu só os uso em ocasiões de festas sociais, que tenho que comparecer com meus pais, em outras eu uso os confortáveis, sapatilhas e tênis. Fui até uma livraria que tinha por perto. Comprarei a saga Fallen, ainda não li, dizem ser muito bons.
Será que Harry já partiu? Eu estou me perguntando, talvez ele não fosse sem antes me avisar. Ele não faria isso.
Entrei na livraria, e uma atendente veio até mim. Alta, loira, de olhos escuros. Bonita.
— Posso ajuda-la?
— Oh, sim. Eu quero a saga Fallen. — Pedi e ela assentiu, perdendo-se por entre as altas estantes.
— Aqui está. – Apareceu com todos os livros. — Mais alguma coisa?
— Oh, sim... Você tem algum livro a me recomendar? Não tenho ideia de qual levar. — Sorrimos.
— Você gosta de qual tipo de livro?
— Hm... Romance é um dos meus gêneros favoritos. — Mordi o lábio inferior, pensando em mais outro.
— Gosta de Nicholas Sparks? — Perguntou-me.
— Sim. — Assenti, dando ênfase a palavra.
— Talvez você goste desse. — Saiu e volto rápido, com um livro em mãos. A última música. — É um romance americano, talvez você goste. — Sorriu gentilmente.
— Oh, sim. Eu irei leva-lo. Pode embrulha-los? — Perguntei e ela assentiu. Fui até o balcão para pagar os livros. A atendente foi muito simpática. Agradeci as duas e saí da livraria. Voltando para a Universidade, estava passando das uma da tarde, quando cheguei ao meu quarto. Larguei as sacolas e deitei-me na minha cama. Precisava de um cochilo, não dormi muito bem à noite.

— Eu não quero ir, — eu sussurro. Foda-se, é isso. Pagar ou jogar. As lágrimas nadam em meus olhos mais uma vez.
— Eu não quero você vá também, — ele sussurra, sua voz crua. Ele estica a mão e gentilmente acaricia meu rosto e enxuga uma lágrima caindo com o polegar.
— Eu vim para a vida desde que conheci você. — Seu polegar traça o contorno do meu lábio inferior.
— Eu também, — eu sussurro, — Eu me apaixonei por você, Christian.
Seus olhos arregalam novamente, mas dessa vez, com medo puro e indissolúvel.
— Não, — ele respira como se eu o tivesse socado e tivesse o deixado sem ar.
Oh não.
— Você não pode me amar, Ana. Não... Isso é errado. — Ele está horrorizado.
— Errado? Porque é errado?
— Bem, olhe para você. Eu não posso fazê-la feliz. — Sua voz está angustiada.
— Mas você me faz feliz. — Eu franzo a testa.
— Não nesse momento, não fazendo o que eu quero fazer.
Puta merda. É realmente isso. Isso é o que ferve para baixo, incompatibilidade, e todas aquelas pobres legendas veem a mente.
— Nós nunca conseguiremos superar isso, não é? — eu sussurro, meu couro cabeludo pinicando com medo.
Ele balança a cabeça tristemente. Eu fecho os olhos. Não suporto olhar para ele.
— Bem... É melhor eu ir, então, — eu murmuro, estremecendo quando me sento.
— Não, não vá. — Ele soa em pânico.
— Não há nenhuma razão para eu ficar. — De repente, eu me sinto cansada, realmente muito cansada, e eu quero ir agora. Eu saio da cama, e Christian me segue.

Com lágrimas nos olhos eu tento continuar a ler as últimas páginas de Cinquenta Tons de Cinza, pela segunda vez. Eu nunca supero a separação deles nesse livro, isso é impressionante. Quando finalmente enxugo minhas lágrimas para continuar, meu celular toca. Atendo sem olhar no visor que é.

— Alô? — Fungo.
Catherine? — Conheço perfeitamente essa voz.
— Olá, Harry. — Não pude conter um sorriso em meio às lágrimas.
— Porque estás chorando? O que aconteceu? — Ele está preocupado, isso é bom, não é? Quer dizer, ele se importa.
— É que estou terminando de ler um livro.
— Pode me contar o que acontece? — Perguntou com muita paciência.
— Anastásia confessa a Christian que se apaixonou por ele, mas ele diz que é errado, que ela não pode se apaixonar por ele. Então ela diz que vai embora, mas ele não quer que ela vá, e no fundo, ela também não quer partir. Mas é preciso, nunca conseguiriam superar isso. – Mais lágrimas caíram de meus olhos, eu fungava freneticamente, eu fico muito abalada com esse tipo de história.
— Oh, Sweet Catherine. — Falou como se fosse com uma criança. — Não chore por isso... Tenho uma ideia. Que tal você ler esse livro para mim em um dia toda semana?
— Você não vai poder estar aqui toda semana, Harry. — Falei um pouco confusa com sua ideia.
— Por celular, você vai me ligar toda quarta-feira, às oito da noite, e vai ler até as nove, se der pode ler mais. E vamos manter isso, mesmo se brigarmos, você não vai parar de ler, até acabar o livro. Tudo bem? — Achei estranho o ‘mesmo se brigarmos’, mas tranquilo.
— Sim. — Concordei, com um sorriso bobo no rosto.
— Começaremos na próxima quarta-feira. Até lá, Catherine. — Falou e eu assenti.
— Até lá, Harry. — Disse e desliguei.

O apartamento está dolorosamente vazio e desconhecido. Eu não vivi aqui por tempo suficiente para me sentir como em casa. Eu me dirijo diretamente para meu quarto, e lá, pendurado frouxamente no final da minha cama, está um balão de helicóptero muito triste e murcho. Charlie Tango, parecendo e sentindo exatamente como eu. Eu o agarro com raiva e tiro da minha cama, tirando a gravata e abraçando-o. Oh, o que eu fiz?
Eu caio na minha cama, de sapato e tudo, e uivo. A dor é indescritível... Física, mental... Metafísica... Está por toda parte, penetrando na medula óssea. Luto.
Isso é luto, e eu o trouxe para mim. Bem no fundo, um pensamento desagradável e sem ser solicitado vem da minha deusa interior, seu lábio enrolado com um rosnado... A dor física da mordida de um cinto não é nada, nada comparada com essa devastação. Eu me enrolo, desesperadamente agarrando o balão de alumínio e o lenço de Taylor, e me entrego a minha dor.

Fim da Parte Um.

Oh, minha nossa! Eu preciso me recompor, sempre fico assim quando termino. Talvez tenha que parar de ler esses livros, não está ajudando muito meu emocional.
Enxuguei minhas lágrimas com o pequeno lenço, funguei um pouco, fui até o banheiro e lavei meu rosto. Enxuguei-o com a pequena toalha, e voltei para o quarto. Olhei no visor do meu celular, minha nossa!
Duas ligações da minha mãe. Uma mensagem do meu irmão mais velho. Uma ligação de Zayn? O que o Zayn teria para falar comigo? Mal nos falávamos no Caribe.

Preciso tê-la aqui na Califórnia, nesse feriado.
Sim, é muito importante, você não pode faltar. Damon xx.

O que seria? Damon não costuma me chamar para visita-lo na Califórnia sem que seja muito importante. Respondi sua mensagem imediatamente.

Poderia adiantar o assunto?
Preocupada. Kate xx.

Retornei a ligação da minha mãe.
— Kate, querida! — Atendeu exclamando meu nome como sempre.
Parece que não nos falamos há anos.
— Olá, mamãe.
— Querida, o que aconteceu? Tentei te ligar algumas vezes, mas você não atendia. — Preocupada como sempre.
— Eu só deixei o celular no silencioso enquanto finalizava minha leitura. — Expliquei.
— Como sempre, Catherine. — Tenho certeza de que ela rolou os olhos e sorriu. Sempre faz isso. — Como você está querida?
— Bem, mamãe. Como estão todos? 
— Muito bem. Temos uma novidade para você, na verdade, seu irmão tem. — Todos devem saber, menos eu. Sempre sou a última, a saber, dos assuntos da família. Como quando minha mãe estava grávida, de Prim. Que agora está com 10 anos.
— Damon me chamou para visita-lo na Califórnia. — Comuniquei-a. — Tem algo em relação a isso? — Provavelmente sim.
— Sim. Você irá gostar, mas só saberá na hora. — Sempre assim. — Seu irmão insistiu em conta-la pessoalmente. — Damon e eu erámos próximos, bem próximos.
— Tudo bem. Como está Prim? — Suspirei.
— Está como sempre, melhorando com a quimioterapia.
— E Jase?
— Está em um show. One Direction. Acho que esse é o nome da banda. — Oh, é claro. Ela deve ter conseguido ingressos quando os conheceu no Caribe.
— Tudo bem, mamãe. Diga que mandei um beijo para todos, fale a Prim que a levarei para a Califórnia comigo.
— Está certo, querida. Tenha uma boa semana, filha.
— Você também, mamãe. — Sorri. Desliguei o celular e fechei meus olhos.
Prim, eu acho que não a citei antes. É minha irmã caçula. Quando ela nasceu não tinha nenhum tipo de doença, era perfeitamente bem, como qualquer outro bebê. Mas aos oito anos, descobrimos que ela tinha leucemia. Desde então, sua vida mudou completamente. Ela passa a maior parte do tempo em sua cama, não quer sair com ninguém, sempre querendo ficar isolada do mundo. Eu sou a única que ainda consigo convencê-la a sair. Ela disse que só confia em mim. Dói-me muito ver minha irmã assim, ela é um amor de pessoa, sempre tenta fazer as pessoas felizes. E eu acredito que ela vai conseguir se curar. Eu tenho que acreditar.
Lembrei que tinha de retornar a ligação de Zayn. Recuperei-me e peguei o celular. Não dava para liga-lo, está fazendo show, lembrei-me do que minha mãe me falou. Agora é só esperar alguma coisa para fazer. O feriado será terça-feira, segunda terá aula. Hoje é sábado, daqui a três dias descubro o que minha família ‘esconde’ de mim.

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Hello My Dreams! Como estão? Demorei não é? Sorry, Girls. Compensei?
Espero que sim. Estou sem internet, nesse momento na casa da minha avó.
Vou tentar fazer outro capítulo. E esse o hot foi baseado em Cinquenta tons de cinza.
Espero que tenham gostado. *--* <3

2 comentários:

  1. Perfeito! Oh Lord, que capítulo gigante. Amei. A demora valeu a pena!! Continua logo please.
    Beijinhos!

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  2. Meu Deus! Que evolução foi essa?! Não estou dizendo que você escrevia mal, mas está bem melhor!!
    Claro, sempre tem erros, mas diminuiram :)

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