Imagine com Harry Styles - Memórias


Harry: Então.. seja bem vinda - dizia retirando o meu casaco, quando tentei aquecer meus braços pelo curto choque térmico.

O ar era gelado lá fora, nevava, e aqui dentro estava quentinho. Era a primeira vez que eu visitava sua irmã. Gemma havia se formado há alguns meses e a última vez que ela e o irmão se viram foi em sua formatura da faculdade.

Gemma: Harry! - desceu correndo as escadas, surpresa com a nossa visita. - Como conseguiram entrar aqui? - dizia feliz, me cumprimentando.

Harry: O velho truque da chave em cima da porta.

Você: É mal de família? - afirmei rindo, mas não me acompanharam - Desculpa. - me encolhi no sofá enquanto escutava a conversa dos dois da cozinha.

Entediada, andei um pouco pela casa observando os seus muito porta-retratos. A casa era nova, havia comprado com o dinheiro que ganhou com o bico como modelo e fazendo trabalhos para amigos da faculdade, garantiu seu conhecimento, deixou seu dinheiro no banco e quando se certificou que era a hora certa saiu de casa. O cheiro da tinta ainda era perceptível, ela deveria ter pintado aquela casa há uma semana.

Quando noto o silêncio, reparo pelo espelho da sala que estavam sussurrando alguma coisa, pela distância, não dava pra fazer leitura labial. Quando nossos olhares se encontraram enquanto falava, pude perceber que se dirigiam á mim.

Harry: Então, que tal visitarmos o jardim? - disse juntando suas mãos e retirando suas luvas de dentro do bolso.

Gemma: Calro, vou fazer um pouco de chá pra acompanhar esse clima. Podemos tomar lá fora. O que acham?

Harry: O seu chá é horrível Gemma, não começa.

Gemma: Ahn, por favor! - dizia juntando suas mãos.

Você: Posso fazer se quiserem - os dois me olharam e assentiram, seria a primeira vez que o Harry provaria de um chá meu. Desde então, seu preferido era feito pelo Louis, delicioso chá, admito.

Enquanto ela me coordenava e me ajudava com os preparativos, Harry saiu de dentro de casa e foi andando para o terraço. Não dava pra ver muita coisa pela janela, só a grama coberta de neve.

Você: Está pronto.

Gemma: Vamos então.

Nunca pensei que me divertiria tanto, eu invejava Gemma. Ela era bonita, inteligente, um bom-novo emprego e, principalmente, havia se formado na faculdade que até então era meu sonho.

Gemma: Penso em colocar rosas aqui e cultivar alguns morangos perto da parede de tijolos - apontava para os locais animada, soube que adorava jardinagem.

Você: Vai ficar muito bonito.

Harry: Sim. - dizia respirando pesado, por conta da neve o ar estava rarefeito e por estar trazendo alguns talhos de lenhas de dentro do depósito para nos aquecer - A (S/N) pode te ajudar, sabia? - dizia rindo.

Gemma: Sério? - eu negava rindo.

Harry: Ela que decora a minha casa. - Gemma pousou o seu olhar sobre mim e tímida, sorri sem graça.

Gemma: A, qual é (S/N) por favor. Me ajuda. - sorria angelicalmente para mim.

Você: Não dá, moro a quilômetros. Desculpa. - levantei meus braços em um gesto de rendição.

Eu e o Harry ainda não havíamos chegado naquela fase de morar juntos, era apressado demais para nós dois. E era verdade, eu adorava decorar casas. Mas além disso o que eu mais gostava era de cozinhar sobremesas como passa-tempo, ainda além disso, adorava jardinagem e horticultura. Na minha casa havia uma pequena horta e um grande jardim, qual havia uma cerejeira em que eu adorava sentar, lendo e relendo os meus livros preferidos.

Você: Foi um prazer Gemma, nos vemos em breve.

Gemma: Não se esqueça de me ligar, viu?! Sempre que precisar pode vir aqui, vou adorar te receber. - dizia abraçando o irmão.

Harry: Tchau Gemma. - depositou um beijo em sua testa e fomos em direção ao carro.

Eu achava bem divertida essa relação de cunhada já que nos dávamos bem. A mãe do Harry, Anne Cox, era uma pessoa bem divertida e por isso ás vezes me pergunto de onde ele tirou esse lado "sério na maior parte do tempo". Deve ter sido do seu pai, nunca o conheci, mas pretendo.

Conheci sua mãe no verão do ano passado, já tinha um tempo que namorávamos. Ela adorava falar sobre o Harry e sua primeira namorada, disse que ela era uma garota extraordinária, lembro que suas bochechas ficavam vermelhas. E mais do que isso, ela costumava me contar histórias sobre ele na liga infantil de Baseball. Ele nunca pegou uma bola, sempre gostou mais de golf. Os álbuns de fotos em cima do balcão mostravam isso.

O Harry seria absolutamente o cara mais perfeito que eu pudesse namorar. Parecia uma pequena criança de calça rasgada e óculos escuros em uma enorme cama de solteiro, mas também parecia um cara sério e responsável nas horas em que precisava. 

Eu o amava, quando sempre me contava sobre o seu passado, pensando que o seu futuro era eu enquanto ficávamos perdidos no norte do estado. Era sempre divertido quando ele chegava exausto das turnês e ele dizia: vamos viajar. Entrávamos no carro com duas mochilas e rodávamos o país com a sua doce disposição e o meu olhar arregalado quando alguma coisa dava errado. Era sempre outono.

Você: Nossa, que vista. - dizia maravilhada com o ar montanhoso.

Harry: Preciso fazer xixi.

Você: Mas agora? - ele assentiu e parou o carro na estrada, desci um pouco respirando fundo. Fiquei parada na beira da estrada observando a natureza e agradecendo por ter tudo aquilo.

Harry: Pronto. - dizia sorrindo e repousando seus braços em minha cintura, tirou o celular do meu bolso e me beijou, tirando uma foto de tudo o que nos rodeava. - Podemos ligar o rádio, fica chato quando você dorme - assenti e seguimos cantando.

Você: Acho melhor pararmos aqui. - dizia algumas horas depois, estávamos passando por uma pequena cidade. - Harry, presta atenção no sinal vermelho! - Alertei e quando dei por conta, ele havia passado. - Harry!

Harry: Desculpa eu estava te olhando, você fica linda assim. - sorri sentindo os meus cabelos ao vento,

...

Eu posso ver a cena depois de todos estes dias, eu sei que faz muito tempo e que aquela magia não está mais aqui.

Gemma: Respira, quer que eu traga alguma coisa?

Você: Não, eu estou bem. - percebi que minhas mãos estavam tremendo e encarei seus olhos - Eu tô bem, mas nem um pouco ótima.

Gemma: Vou ligar pra ele. - dizia atrás do telefone fixo.

Você: Eu não quero falar com ele.

Gemma: Não podem ficar assim por causa de uma briga boba.

Você: Não foi uma coisa boba - sussurrei e encarei sua expressão - Mas que droga Gemma, você sabia!

Saí furiosa de sua casa e sozinha, tomei rumo pela estrada norte, novamente. A pequena cidade estava diferente, eu sabia que já tinha um tempo, mas com a neve, parecia que tudo tinha perdido sua mágica. Talvez fosse porque ele não estava mais aqui comigo. Parei ali mesmo e encostei minha cabeça no volante, refletindo sobre tudo.

Eu sempre soube que alguma coisa estava errada, desde o momento em que me tornei sua um sentimento estranho tomou meu corpo. Nunca soube o que era, mas era ruim. Infelizmente olhar para as paredes do mesmo quarto em que ficamos semanas atrás não era confortante, as memórias boas vinham á tona e de alguma forma me sentia culpada. Não havia mais nada que eu pudesse fazer, eu sabia que dali pra frente eu precisaria esquecê-lo o suficiente, e que algum tempo depois eu iria eu esquecer o porquê de precisar esquecer.

Estaríamos nós de novo no meio da noite, sem sono, dançando em volta da cozinha felizes pela sua chegada. Sob as luzes da geladeira que estava aberta alguma música romântica tocava na rádio da sua boca. Alguma coisa estava errada, eu sabia disso.

Sempre fiz aulas de inglês durante minha vida, perderia uns dois ou três dias de aula enquanto decidisse estar fora da minha própria vida. Poderia estar interpretando alguma coisa mal, ou até termos nos perdidos na tradução de nossas línguas, posso ter pedido demais, mas talvez nosso amor fosse uma obra-prima até ele rasgá-la. O que está feito, está feito.

Voltando no tempo

- (S/N)? - era ele me ligando outra vez.

Você: Já disse que não temos mais nada pra conversar.

Harry: Eu só preciso ser honesto comigo mesmo. De verdade, me desculpe, não era minha intenção te machucar. - ele estava nervoso.

Você: E?

Harry: Acho melhor terminamos, eu só quero o seu bem. Estamos nos machucando a cada minuto que passa e você precisa de alguém melhor do que eu. - o problema é esse alguém, que eu nunca irei encontrar. - Você vai encontrar alguém melhor do que eu. Adeus.

Atualmente

Ele me quebrou honestamente, juramos coisas que ficaram perdidas no tempo e a única coisa que posso fazer é seguir em frente. O que sinto é que sou um pequeno e gordo pedaço de papel amassado, porque essas memórias dificilmente sairão da minha cabeça. Eu sei que o tempo não vai voar, mas eu queria que toda essa dor passasse. Ou sei lá, voltar no tempo e poder me redescobrir de novo, voltar a ser quem eu era para nos amarmos de novo, mas ainda estou tentando me encontrar.

Ele adorava usar toucas, por um motivo que eu ainda desconheço no dia seguinte de nossas noites. Assim como eu tinha uma mania de usar camisas xadrez quando quando ele me fazia sua. E assim, volto pra casa sozinha.

Dias depois

O barulho da campainha era incessante, desci ainda sonolenta e abri a porta vendo Gemma segurando uma grande caixa.

Gemma: Bom dia (S/N). - entrou apoiando a caixa encima da mesa de balcão.

Você: O que veio fazer aqui? - enterrou suas mãos nos bolsos da jaqueta e suspirou - São.. as minhas coisas? - ela assentiu.

Caminhei até perto do balcão tendo uma visão ampla de tudo o que poderia pertencer a mim, perfumes, roupas, livros, tudo estava lá.

Gemma: Veja se está tudo aí - disse parecendo triste. - a única coisa que não encontrará, é o seu lenço. Lembra quando foram me visitar, tomamos chá e falamos sobre jardinagem? - assenti - Esqueceu o seu lenço lá, e, não sei se isso é bom mas.. ele guardou ela na minha gaveta. Ele praticamente fez um discurso do porque ficar com o lenço, falou sobre inocência, seu cheiro, e que ele nunca vai conseguir se livrar dele. Ele sabe que o seu amor é raro. - parou e olhou para a janela, redirecionando o seu olhar a mim. - Eu sei que agora você deve estar triste por tudo o que aconteceu, deve estar triste porque eu nunca te contei sobre o affair. E ele sabe de tudo isso, ele me pediu pra dizer que você foi a única coisa real que ele já teve, e que ele lembra de tudo o que tiveram muito bem.

Você: E porque ele não veio e me disse isso? - perguntava acariciando o meu próprio pescoço. - É ele lá fora?

Gemma: É sim (S/N). Ele disse que não conseguiria fazer tudo o que disse sem olhar nos seus olhos e chorar por isso, o seu brilho é especial, e ele disse que não conseguiria ficar perto de você sem te pedir para recomeçarem tudo de novo.

Fiquei olhando para a janela e cheguei a conclusão que eu o perdoaria, mas eu entendo o seu orgulho e ele não faria isso consigo mesmo. Rejeitando as questões passadas em minha cabeça, saí mesmo de pijama de dentro de casa e andei pela rua em direção ao seu carro. O ar frio fazia com que me tremesse.

Você: Harry! Abre essa janela, por favor! - digo batendo freneticamente e voltando o meu olhar para a casa, de onde Gemma nos assistia. - Harry, por favor!

Ele enfim abaixou um pouco o vidro, podendo ver seus cachos e seus olhos, tristes. 

Harry: Me desculpa. - ele disse cabisbaixo olhando para algo que deveriam ser suas mãos. Se direcionou a mim e nossos olhares finalmente se encontraram, me fazendo sorrir de alívio.

Você: Precisamos conversar, de novo. - disse convicta.

Harry: Antes entre aqui, você parece estar com frio. - disse levantando o vidro, dei meia-volta no carro e entrei vendo-o tirar seu casaco e pô-lo sobre mim.

Você: Obrigada. - dei um sorriso cansado e ele encarou os meus lábios. - Você se sente bem com o que fez? - ele fez que não com a cabeça olhando para suas mãos. - Tá bom, isso me pareceu uma conversa de crianças. - isso não o fez sorrir. - Eu queria te dizer que eu já te desculpei e sua irmã já me disse tudo o que eu precisava escutar pra te dizer que eu estou pronta pra voltar para você - levantou seu olhar até mim parecendo surpreso, mas permaneceu calado. - Acho que está na hora de você escutar... - ele sussurrou "por favor", me fazendo dar o primeiro passo. - Nos conhecemos há tempos e considero que o que tivemos ou temos, é o relacionamento mais longo e mais sério que já teve em sua vida. Você pra mim representa o mesmo, o mesmo cara, a mesma personalidade bipolar, seus defeitos e suas qualidades, eu amo esse homem que eu vejo na minha frente. Tenho em mente que o que fez foi bastante errado, mas você teve coragem de admitir o que não faz qualquer outro cara. Você me disse a verdade, e não foram as suas transas secretas com a Helen que me fizeram desistir de você, reconheço isso. Você mesmo que desistiu da gente.

Passamos pouco tempo em silêncio, ele parecia pensar no que fazer. Isso foi pior do que qualquer término que pudéssemos ter tido, o silêncio tem o efeito de quebrar qualquer coração.

Harry: Eu te amo - enfim disse suspirando e abriu um sorriso preguiçoso. - Não quero desistir da gente. - disse sorrindo e de um modo desajeitado veio por cima do banco me beijando ternamente, numa forma de reatar o nosso relacionamento que nunca deveria ter acabado.

Ficou bonitinho, gostei :)
EDITADO: esse imagine foi inspirado na música All Too Well da Taylor Swift.
Sobre Apparently: sei que já tive o prazo de uma semana, mas fiquei de recuperação em biologia e até lá uso a maior parte do meu tempo livre pra estudar. A recuperação é amanhã(dia 12/04), e pelo resto do dia ficarei fora, dormindo na casa de uma amiga por causa de um chá.
Sobre Superhero: nada a dizer a não ser que o capítulo sai em breve, provavelmente esse final de semana se eu conseguir escrever na casa de uma amiga.
Beijões, Hanna Ashley.
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6 comentários:

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